domingo, 24 de junho de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Musica da Tabela Periódica
sábado, 5 de maio de 2012
Crase
CRASE é a fusão de duas vogais iguais.
Para indicar que houve crase, usamos o acento grave ( ` ) em cima da vogal a.
OCORRE CRASE:
1) Quando a preposição a se encontra diante:
- de artigo definido a ou as.
Exemplo: Vamos à escola. (Vamos a+a escola.)
- dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo.
Exemplo: Devolvi o livro àquele funcionário. (Devolvi o livro a +aquele funcionário.)
- dos pronomes relativos a qual e as quais.
Exemplo: A funcionária à qual me dirigi é a mais eficiente. (A funcionária a + a qual me dirigi é a mais eficiente. > A preposição a é pedida pelo verbo dirigir)
2) Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas em que aparece a ou as.
Exemplos:
-Às vezes, sinto frio quando acordo.
-Aquela garota vive à toa.
- Gosto de assistir TV à noite.
Outros: à direita, à esquerda, às pressas, às escondidas, à distância, à parte, às claras, à procura de, à beira de, à espera de, à medida que, à proporção que, etc.
3) Nas expressões à moda de, à maneira de (mesmo que não apareçam).
Exemplos:
- Arroz à grega (= à maneira dos gregos)
- Eles estão vestidos à italiana. (= à moda dos italianos)
- A sala foi decorada com móveis à Luiz XV. (= à moda de Luiz XV. >> Ocorrerá crase com a expressão à moda de, mesmo diante de palavra masculina)
NÃO OCORRE CRASE:
1) Diante de verbo.
Exemplos:
- A partir de agora, tudo será diferente.
- Eu estava prestes a sair de casa, quando o telefone tocou.
2) Diante de substantivo masculino.
Exemplos:
- Ela gosta de andar a pé.
- Atendendo a pedidos, vou mandar mais exercícios para a turma.
3) Diante de artigo indefinido (um,uma, uns, umas).
Exemplos:
- Cheguei a uma conclusão rapidamente.
- Vamos a uma festa mais tarde.
4) Diante de pronome pessoal (reto, oblíquo e de tratamento)
Exemplos:
- O professor não se referia a ela.
- O juiz cedeu o terreno a V.S.ª
5) Diante da palavra casa, se a referência for a própria casa.
Exemplos:
- Vou a casa. (= vou para casa, vou para minha casa)
- Cheguei a casa. (= cheguei em casa, cheguei na minha casa)
6)Em expressões formadas por palavras repetidas.
Exemplos:
- uma a uma
- frente a frente
Exercícios sobre verbos
Língua Portuguesa - Profa. Danielle
Exercícios complementares – O verbo
1. (UERJ, 2011. 1º E.Q)
Ler e crescer
Com a inacreditável capacidade humana de ter ideias, sonhar, imaginar, observar, descobrir, constatar, enfim, refletir sobre o mundo e com isso ir crescendo, a produção textual vem se ampliando ao longo da história. As conquistas tecnológicas e a democratização da educação trazem a esse acervo uma multiplicação exponencial, que começa a afligir homens e mulheres de várias formas. Com a angústia do excesso. A inquietação com os limites da leitura. A sensação de hoje ser impossível abarcar a totalidade do conhecimento e da experiência (ingênuo sonho de outras épocas). A preocupação com a abundância da produção e a impossibilidade de seu consumo total por meio de um indivíduo. O medo da perda. A aflição de se querer hierarquizar ou organizar esse material. Enfim, constatamos que a leitura cresceu, e cresceu demais.
Ao mesmo tempo, ainda falta muito para quanto queremos e necessitamos que ela cresça. Precisa crescer muito mais. Assim, multiplicamos campanhas de leitura e projetos de fomento do livro. Mas sabemos que, com todo o crescimento, jamais a leitura conseguirá acompanhar a expansão incontrolável e necessariamente caótica da produção dos textos, que se multiplicam ainda mais, numa infinidade de meios novos. Muda-se então o foco dos estudiosos, abandona-se o exame dos textos e da literatura, criam-se os especialistas em leitura, multiplicam-se as reflexões sobre livros e leitura, numa tentativa de ao menos entendermos o que se passa, já que é um mecanismo que recusa qualquer forma de domínio e nos fugiu ao controle completamente.
Falar em domínio e controle a propósito da inquietação que assalta quem pensa nessas questões equivale a lembrar um aspecto indissociável da cultura escrita, e nem sempre trazido com clareza à consciência: o poder.
Ler e escrever é sempre deter alguma forma de poder. Mesmo que nem sempre ele se exerça sob a forma do poder de mandar nos outros ou de fazer melhor e ganhar mais dinheiro (por ter mais informação e conhecer mais), ou sob a forma de guardar como um tesouro a semente do futuro ou a palavra sagrada como nos mosteiros medievais ou em confrarias religiosas, seitas secretas, confrarias de todo tipo. De qualquer forma, é uma caixinha dentro da outra: o poder de compreender o texto suficientemente para perceber que nele há várias outras possibilidades de compreensão sempre significou poder – o tremendo poder de crescer e expandir os limites individuais do humano.
Constatar que dominar a leitura é se apropriar de alguma forma de poder está na base de duas atitudes antagônicas dos tempos modernos. Uma, autoritária, tenta impedir que a leitura se espalhe por todos, para que não se tenha de compartilhar o poder. Outra, democrática, defende a expansão da leitura para que todos tenham acesso a essa parcela de poder.
Do jeito que a alfabetização está conseguindo aumentar o número de leitores, paralelamente à expansão da produção editorial que está oferecendo material escrito em quantidades jamais imaginadas antes, e ainda com o advento de meios tecnológicos que eliminam as barreiras entre produção e consumo do material escrito, tudo levaria a crer que essa questão está sendo resolvida. Será? Na verdade, creio que ela se abre sobre outras questões. Que tipo de alfabetização é esse, a que tipo de leitura tem levado, com que tipo de utilidade social?
ANA MARIA MACHADO
tudo levaria a crer que essa questão está sendo resolvida. Será?
O emprego da forma verbal “levaria” e a forma interrogativa que se segue – “Será?” – sugerem um procedimento argumentativo, empregado no texto.
Esse procedimento está explicitado em:
(A) a exposição de um problema que será detalhado
(B) a incerteza diante de fatos que serão comprovados
(C) a divergência em relação a uma ideia que será contestada
(D) o questionamento sobre um tema que se mostrará limitado
2. (ITA, 2003. Adaptada)
Quanto ao tempo verbal, é correto afirmar que, no texto abaixo,
João e Maria
Agora eu era herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além de outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e os seus canhões
Guardava o meu bodoque
Ensaiava o rock
Para as matinês (...)
Chico Buarque de Holanda
(A) a relação cronológica, no primeiro verso, entre o momento da fala e “ser herói” é de anterioridade.
(B) o pretérito imperfeito indica um processo concluído num período definido do passado.
(C) o pretérito imperfeito expressa uma ação passada não concluída e, no texto, é usado para instaurar um mundo imaginário, próprio do universo infantil.
(D) o tempo verbal predominante no texto é o pretérito perfeito.
(E) o pretérito imperfeito é um tempo verbal usado para exprimir cortesia.
3. (Unifesp, 2008)
Leia a notícia policial para responder à questão 3.
A polícia do Paraná está investigando três casos de doação ilegal de bebês no Estado, que teriam sido trocados pelos pais por material de construção, cestas básicas e uma casa. Os três casos envolvem a troca de quatro crianças.
O caso mais recente aconteceu no mês passado, em Campina Grande do Sul. Elizabete Souza Brandão, 18, entregou no dia 11 de maio a filha, nascida dois dias antes, para um casal de Santa Catarina, ainda não localizado ou identificado pela polícia. Elizabete está foragida e a polícia ainda não sabe onde está a menina nem tem pistas do casal que a levou.
Em outro caso, que aconteceu em abril, no município de Pontal do Paraná (litoral do Estado), Maria do Nascimento Silva, 38, entregou seu filho para Jurema Marcondes Frumento.
Jurema, segundo a polícia, intermediou uma negociação com um casal que teria levado a criança para Mato Grosso.
A mãe, Maria do Nascimento, disse à polícia que, em troca do bebê, receberia cestas básicas e uma casa em Pontal avaliada em R$ 13 mil. Ela mesma denunciou o caso à polícia porque, apesar de ter recebido as cestas, não ganhou a casa.
Jurema Frumento disse à Agência Folha que não ganhou nada com a negociação. Em seu depoimento, ela disse que seu objetivo foi ajudar Maria.
Folha de São Paulo, 10/06/1999
O texto acima cita uma investigação policial. Tendo em vista que essa investigação não estava concluída na época da publicação da notícia, o emprego da forma verbal “teriam”, no primeiro parágrafo, sugere que os casos investigados eram
(A) fantasiosos
(B) possíveis
(C) confirmados
(D) contraditórios
(E) idealizados
4. (UFPel, 2000. Adaptada)
O cineasta Cacá Diegues escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”, no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. Desse texto, foi retirado o fragmento a seguir:
Para nós, durante a ditadura, o futuro, como tantos outros, estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. Pensávamos naqueles tristes momentos, que, derrubado o muro da ditadura, ________________ de novo a estrada interrompida, ao longo do qual todos os problemas seriam resolvidos. Não sabíamos que o país ____________________ a inocência, para sempre. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia, do Império, da República Velha, ________________ que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é.
Assinale a alternativa que, de acordo como contexto, apresenta as formas verbais que completam as lacunas.
(A) encontraríamos – perdera – viríamos
(B) encontrássemos – perdeu – veríamos
(C) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto
(D) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto
(E) encontrássemos – perderia – viríamos.
Gabarito:
1. C
2. C
3. B
4. D
Peculiaridades de cada prova
3. AS PECULIARIDADES DE CADA PROVA
3.1 Aspectos objetivos
3.1.1 Enem
Fase única, com dois dias de provas, totalizando 180 questões. No primeiro dia, 90 questões divididas pelas seguintes áreas do conhecimento: Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No segundo dia, mais 90 questões – das áreas Linguagens Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias – e ainda uma redação argumentativa.
Ao todo, são 45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, das quais 5 são de língua estrangeira (inglês ou espanhol).
A partir de 2012, o MEC planeja aplicar duas provas do Enem por ano, mas ainda não há certeza de o plano será efetivado.
3.1.2 Uerj
Ocorre em duas etapas. No Exame de Qualificação (que ocorre duas vezes por ano, ou seja, há duas chances para os candidatos conseguirem uma boa nota na 1ª etapa), o candidato obtém um conceito: A, B, C, D ou E. Os conceitos A a D classificam o candidato para a segunda fase (Exame Discursivo), ao passo que o conceito E o elimina.
O conceito A, que corresponde a um acerto de mais de 70% das questões do Exame de Qualificação, obtêm um bônus de 20 pontos para o Exame Discursivo. O conceito B, correspondente a um número de acertos maior do que 60% e igual a menor do que 70% das questões, dá direito a um bônus de 15 pontos. Com um conceito C, obtido com um número de acertos maior que 50% e igual ou menor do que 60%, o bônus é de 10 pontos. Aprovados com conceito 10 – número de acertos maior do que 40% e igual ou menor do que 50% - ganham 5 pontos de bônus.
Nos Exames de Qualificação, as provas são divididas por área do conhecimento, e não por disciplinas. Assim, há provas das seguintes áreas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias.
No Exame Discursivo, há dois tipos de prova ligados à disciplina Língua Portuguesa. Por um lado, todos os candidatos são obrigados a fazer a prova de Língua Portuguesa Instrumental com Redação (5 questões mais uma redação argumentativa). Por outro, apenas os candidatos aos cursos de Letras e Direito fazem a prova de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, ou LPLB (que tem 10 questões). Veja as diferenças entre essas duas provas no item 3.2.
3.1.3 Cederj
Fase única, aplicada em um só dia, incluindo questões objetivas e discursivas divididas segundo as disciplinas tradicionais (e não por áreas do conhecimento). No que tange a língua portuguesa, são 5 questões objetivas de LPLB para todos os candidatos e 5 questões discursivas de LPLB apenas para os candidatos ao curso de Pedagogia.
3.1.5 UFF
Prova em duas fases: primeira etapa com questões objetivas, segunda etapa com questões discursivas. A primeira etapa conta com 75 questões, sendo: 12 de LPLLP (Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa), 8 de Biologia, 8 de Física, 8 de Geografia, 8 de História, 8 de Matemática e 8 de Química.
São aprovados na primeira fase os candidatos que acertarem pelo menos 33 questões, excetuadas as de Língua Estrangeira (portanto, num total de 66), desde que não zerem nenhuma disciplina (inclusive Língua Estrangeira). Caso a eliminação dos candidatos resulte em uma relação candidato vaga menor que 3 para 1 na segunda fase, são convocados os candidatos seguintes por ordem de pontuação, mesmo que não tenham totalizado 33 pontos excetuando Língua Estrangeira. Por outro lado, a partir do momento em que se alcança uma relação candidato-vaga de 8 para 1, os candidatos seguintes são eliminados, mesmo que tenham feito 33 pontos ou mais excetuando-se Língua Estrangeira.
O detalhe peculiar dessa prova é que as questões não são distribuídas por disciplinas, mas por eixos temáticos. Assim, dentro de cada eixo temático, há questões de diferentes disciplinas. Dessa forma, a sequência das questões não obedece ao agrupamento por disciplina. Por outro lado, cada disciplina é identificada por uma cor (rosa para LPLLP, vermelho para História, cinza para Química, etc). Dessa maneira, o candidato que preferir responder a prova por disciplina – e não por eixo temático – pode fazê-lo guiando-se pela identificação por cores.
Na segunda fase, cada candidato enfrenta duas provas específicas discursivas, cada um com cinco questões. A prova de LPLLP é específica para candidatos a carreiras como Comunicação Social, Letras, Direito, Administração, Serviço Social, Pedagogia, Ciências Contábeis, Educação Física e muitas outras.
É de se notar, aqui, a denominação LPLLP (Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa), uma mudança recente (o Vestibular 2011 foi o primeiro em que esse termo foi usado) e que abre espaço para que sejam explorados textos de autores não-brasileiros que escrevem em português (portugueses, angolanos, moçambicanos, etc.).
3.2 A abordagem de cada banca
De uma maneira geral, todas as provas seguem a tendência geral apresentada no início desta Parte 2: o foco na função (com a forma presente, porém em segundo plano) e a rejeição de uma abordagem taxonômica (ou seja, voltada unicamente para a classificação de desinências, palavras, sintagmas, orações, etc). A exceção aqui fica por conta da prova de LPLB da Uerj, que inclui diversas questões alinhadas ao modelo tradicional (pelas razões já expostas acima), ao lado de outras coerentes com o novo paradigma.
Apesar dessa tendência geral de convergência, é inegável que cada prova tem suas peculiaridades. São essas especificidades que nós iremos conhecer agora.
3.2.1 Enem
Visão geral
Ø Em todas as áreas do conhecimento – e não apenas no que se refere às questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias –, a prova do Enem é, em parte, uma avaliação de leitura, já que, em muitos casos, a resposta da questão pode ser encontrada no (ou inferida do) texto que a antecede. Vale ressaltar que a palavra “texto” aqui inclui não apenas textos verbais típicos como também gráficos, tabelas, diagramas, fotografias, quadros, etc.
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Ø Tende a focalizar mais os elementos textuais / estilísticos (funções da linguagem, conotação, denotação, estratégias retórica / argumentativas, recursos expressivos / figuras de linguagem, tipos textuais, gêneros textuais, etc) do que propriamente os elementos gramaticais (pronome, verbo, desinência, subjuntivo, futuro do pretérito, predicado, etc.), embora estes últimos não estejam ausentes.
Ø Uma peculiaridade do Enem é o grande número de “questões de interpretação” que, em vez de indagar sobre o conteúdo explícito ou implícito de um determinado texto, perguntam sobre o seu objetivo ou função. Esse tipo de questão decorre de descobertas feitas no âmbito dos estudos sobre processamento de leitura. Tais estudos mostraram que leitores proficientes, além de entender o que um determinado texto está dizendo (seu conteúdo), também sabem inseri-lo no enquadre apropriado (é uma ameaça, uma crítica, um alerta, uma brincadeira ou piada, uma promessa, uma tentativa de convencimento/sedução, etc.). Saber identificar o enquadro correto para cada texto corresponde a conseguir depreender corretamente o objetivo do texto/do autor: ameaçar, criticar, alertar, prometer, ironizar, convencer/seduzir, etc. Perceba que questão tradicionais de “interpretação” abordam apenas o conteúdo dos textos (ou seja, quais as informações contidas nele e quais as informações inferíveis a partir dele), mas não o enquadre dentro do qual ele deve ser interpretados (ou seja, se as informações que correspondem ao conteúdo do texto devem ser entendidas como uma crítica, um alerta, uma promessa, um conselho...). E é precisamente esse enquadre que é diretamente contemplado em um bom número de questões do Enem. Nesse aspecto, o Enem segue a tendência das avaliações internacionais de proficiência de leitura, como o Pisa.
Ø Diferentemente dos vestibulares do Rio de Janeiro, a prova do Enem evoca explicitamente, e com frequência, o conceito de gêneros textuais. Na maioria das vezes, esse conceito aparece em questões que indagam sobre o objetivo ou a função de um determinado texto – conforme comentado no item anterior – mas, em outras ocasiões, os aspectos formais são focalizados. Nesse sentido, é também a prova que explora, em seus textos, uma maior variedade de gêneros textuais.
Ø O Enem também se destaca pela ênfase dada às questões sobre variação linguística. Embora esse assunto também apareça em outras provas, o Enem é o exame que dá mais destaque a ele.
Ø Outra característica bastante peculiar ao Enem é a abordagem, relativamente freqüente, do tema Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). A prova explora aspectos tais como: registro linguístico típico de espaços virtuais como chats ou redes sociais (uma questão desse tipo aborda, ao mesmo tempo, três eixos do Enem: TIC, variação linguística e gêneros textuais); impacto das TIC no uso linguístico (com a popularização, por exemplo, do hipertexto); impacto das TIC na sociedade de modo geral.
Ø Inclui questões sobre a história da literatura brasileira, evocando as diferenças entre as diversas escolas literárias. Muitas vezes, contudo, as questões não exigem conhecimento prévio das características de cada estilo de época – embora isso, é claro, facilite a sua resolução – já que se fundamentam na interpretação e análise do texto apresentado.
Ø É o único exame de acesso ao Ensino Superior a focalizar características de movimentos artísticos ligados às artes plásticas, como o impressionismo e o expressionismo.
Ø Tem a peculiaridade de explorar a diversidade cultural brasileira, incluindo ritmos, danças, manifestações folclóricas, culinária, vestimentas, etc.
Em resumo, os seguintes elementos formam um bom painel da abordagem do Enem: em parte, trata-se de uma avaliação de leitura que recorre inclusive a textos como gráficos, tabelas, diagramas, fotografias, quadros, etc; prioriza os aspectos textuais e estilísticos (funções da linguagem, figuras de linguagem e recursos expressivos. conotação e denotação, estratégias retóricas/argumentativas, gêneros textuais, tipos textuais, etc.), embora não deixe totalmente de lado os elementos gramaticais (pronome, subjuntivo, futuro do pretérito, conector, etc.); com frequência, as questões indagam não sobre o conteúdo de um determinado texto, mas sobre seu objetivo ou função; explora, de modo explícito, a noção de gêneros textuais; é a prova que mais enfatiza a questão da variação linguística; explora as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs); aborda aspectos da história da literatura brasileira; é a única prova a explorar características de movimentos artísticos ligados às artes plásticas; contempla, com a intenção de valorizar, a diversidade cultural brasileira.
Presumivelmente, o caráter de prova oficial do Enem, cuja realização é responsabilidade do Inep (um órgão do MEC), justifica características como a valorização da diversidade cultural brasileira e a ênfase na questão da variação linguística. Ao mesmo tempo, ajuda a entender sua nítida convergência com os documentos oficiais, como os PCNs. Exemplo dessa convergência é a ênfase sobre a questão dos gêneros textuais bem como a diversidade de gêneros contemplados.
A propósito, esse caráter oficial explica ainda algumas peculiaridades da prova de Redação, como as temáticas sempre ligadas a questões sociais ou socioambientais (e nunca mais filosóficas, por exemplo), a obrigação de se respeitar os direitos humanos incluída como critério de avaliação e a exigência de se apresentar uma proposta de solução para o problema discutido.
3.1.2 Uerj
Exame de Qualificação – Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
É uma prova de português instrumental: a abordagem não é taxonômica e a metalinguagem gramatical nunca é cobrada do aluno, embora possa ser mencionada. Ou seja, as questões avaliam unicamente o uso da língua, e não o conhecimento gramatical específico. Também não cobra características dos estilos de época.
Ø Mais do que qualquer outra prova, explora de modo razoavelmente aprofundado a estrutura do texto argumentativo. Além de contemplar habilidades como identificação da tese e dos argumentos, o que também aparece em outras provas como a do Enem e a da UFRJ, aborda ainda aspectos como: tipos de argumentos (estratégias argumentativas), métodos de raciocínio (indução, dedução, dialética, analogia) e falhas na argumentação.
Ø Quase todas as provas contêm pelo menos uma questão explorando o valor semântico dos conectivos. A questão pode estar ligada à habilidade de leitura (caso peça para o candidato identificar o valor semântico) ou à habilidade de produção (caso peça para o candidato apontar qual o conectivo que melhor substitui o da sentença original, por exemplo).
Ø Embora menos recorrentemente, mas ainda assim com frequência significativa, explora as figuras de linguagem, vistas como recursos expressivos na composição de textos literários, publicitários, etc.
Ø Traz ainda, embora com frequência relativamente mais baixa, questões que exploram os efeitos de sentido de determinados elementos gramaticais ou ortográficos nos textos (por exemplo, o futuro do presente, as aspas, o modo subjuntivo, etc.).
Ø Apresenta com bastante frequência questões de coesão referencial, nas quais o candidato deve identificar o referente (em geral anafórico, mas às vezes catafórico) de um determinado elemento de coesão.
Ø Ultimamente, tem explorado os anguladores ou modalizadores: elementos linguísticos que sinalizam, no texto, a perspectiva ou ponto de vista do enunciador a respeito do conteúdo enunciado (por exemplo, “evidentemente”, “é evidente que”, “obviamente”, “é óbvio que”, “surpreendemente”, “felizmente”, etc.). Muitos desses elementos correspondem ao que a gramática tradicional chama de “advérbios de frase”.
Ø Em geral, cada prova traz um texto com elementos não-verbais ou mesmo inteiramente não-verbal (fotografia, quadro, anúncio publicitário, charge, tirinha, etc.).
Exame Discursivo – Língua Portuguesa Instrumental com Redação (LPIR)
Também é uma prova instrumental, ou seja, não cobra nem conhecimento gramatical específico (taxonomia, metalinguagem) nem história da literatura brasileira. Do ponto de vista dos conteúdos abordados, aproxima-se bastante da prova do Exame de Qualificação. Valem aqui as quatro primeiras observações feitas acima em relação à prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.
Exame Discursivo – Língua Portuguesa e Literatura Brasileira
No Vestibular Uerj, é a única prova de Língua Portuguesa que não tem exclusivamente caráter instrumental. Exige o conhecimento de metalinguagem gramatical relativamente avançada (aposto, oração subordinada substantiva, derivação sufixal). Nesse sentido, traz questões com abordagem taxonômica, sobretudo de classificação morfológica (classes gramaticais) e sintática (período simples e período composto).
Por outro lado, assim como a prova do Exame de Qualificação e a de LPIR, traz também questões instrumentais, incluindo tanto questões “interpretação de texto pura” (sem referência a elementos gramaticais) quanto questões que exploram o efeito de sentido no texto de elementos gramaticais.
Por fim, é a única prova da Uerj que exige o conhecimento da história da literatura brasileira, de maneira que o candidato deve estar bastante familiarizado com as diferenças entre as escolas literárias.
Em suma, é a prova de perfil mais técnico, e por isso mesmo talvez mais apropriada, de fato, a quem pretende cursas Letras. É a única prova de Língua Portuguesa da Uerj que avalia o candidato não como usuário da língua, mas como especialista.
3.1.2 Cederj
Prova objetiva
Ø A marca mais evidente dessa prova é a ênfase dada ao estudo da tipologia textual, incluindo tanto as características gerais de cada modo de organização quanto duas suas marcas linguístico-gramaticais típicas.
Ø Aborda, com frequência, o efeito de sentido produzido por elementos gramaticais e ortográficos, em especial os tempos verbais e os sinais de pontuação (vírgula, aspas, parênteses, etc.).
Ø Outros temas com chances nada desprezíveis de serem cobrados, embora menos frequentes, são valor semântico dos conectivos, figuras de linguagem, variação linguística e tipos de discurso.
Ø Pode incluir (embora isso não ocorra em todas as edições do exame) questões tradicionais sobre a história da literatura brasileira, exigindo conhecimento das peculiaridades de cada estilo de época.
Prova discursiva
A prova discursiva tem perfil bastante semelhante ao da objetiva, com a diferença importante de que não contempla a história da literatura brasileira.
3.1.2 UFF
Primeira etapa
Ø Uma das marcas mais evidentes dessa prova é o gosto por textos total ou parcialmente não-verbais, como fotografias, quadros, anúncios publicitários. Nenhuma outra prova de vestibular recorre tanto a textos dessa natureza.
Ø Outra marca dessa prova é também um fator que eleva sensivelmente seu grau de dificuldade. São frequentes, na 1ª etapa da UFF, questões com enunciado muito amplo, muito aberto, do tipo “A afirmativa que apresenta comentário pertinente a aspectos sintáticos, morfológicos e semânticos do texto é:” ou “Identifique o comentário adequado à situação de comunicação da charge” ou ainda “Assinale a afirmativa que não corresponde ao texto”. Enunciados desse tipo permitem alternativas muito diversas, de maneira que cada item pode dizer respeito a um trecho ou um aspecto absolutamente distinto do texto que serve de base para a questão. O vestibular da UFF é o único que traz questões com esse perfil, que aumenta consideravelmente o nível de dificuldade da prova por exigir que o candidato dê conta de diversos conteúdos, muitas vezes não relacionados, em uma mesma questão.
Ø Explora com muita frequência a intertextualidade, seja entre diferentes textos apresentados na prova seja entre um texto da prova e diversos fragmentos de outros textos, apresentados nas alternativas. Há uma grande preocupação em verificar se o candidato é capaz de perceber a relação entre dois textos – ou seja, perceber se um dado texto A confirma, refuta, exemplifica, amplia, etc, o conteúdo de um texto B. Explora-se inclusive a intertextualidade multimodal, com a aproximação, por exemplo, entre uma notícia de jornal e um quadro e uma foto.
Ø Aparecem, com frequência significativa, questões sobre coesão referencial (identificação de referentes anafóricos e catafóricos) e efeitos de sentido produzidos no texto por elementos gramaticais, dentre os quais se destacam tempos e modos verbais, conectores (valor semântico) e pessoas do discurso.
Ø Inclui questões sobre história da literatura brasileira e exige o conhecimento das escolas literárias.
Segunda etapa
São válidas aqui as mesmas observações feitas em relação à prova da 1ª etapa. A única particularidade é que o formato discursivo permite questões nas quais o candidato é solicitado a escrever um pequeno texto, que será avaliado de acordo com o conteúdo (articulação adequada de ideias e argumentos) e com a forma (vocabulário apropriado e boa estruturação dos períodos).
terça-feira, 24 de abril de 2012
Cursinho - UOL vestibular

A UOL separou conteúdos para você estudar cerca de 3 a 4 horas por dia, de segunda a sexta-feira. Sábados e domingos devem ser planejados da maneira como você achar melhor. Observe que o roteiro não inclui línguas estrangeiras e redação. Portanto, reserve uma hora a mais na semana ou os fins de semana para se dedicar a essas disciplinas. Você pode se exercitar na prática de redação recorrendo ao Banco de Redações do UOL Educação.
Se você não tiver ideia do que fazer no fim de semana, ficam algumas sugestões: reservar de 5 a 6 horas para rever os conteúdos estudados durante a semana, tirar dúvidas com colegas ou em plantões, treinar redação, estudar para as provas de línguas estrangeiras e aproveitar para ler revistas e jornais, pois não dá pra fazer vestibular sem saber atualidades.
Acesse o site: http://vestibular.uol.com.br/cursinho/
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Ácidos nucléicos
Ácido nucléico duas formas tem, é o DNA e o RNA também. (bis)
Sua menor unidade nucleotídeo é chamada
que estão ligados fosfato, pentose e uma base nitrogenada.
Pra se unirem e formarem cadeia,
nos nucleotídeos, dentro da mesma fileira
fosfato vai ligando, formando a escadinha
com a pentose do nucleotídeo e o vizinho.
O DNA tem cadeia dupla podemos chamar
pentose é a desoxirribose e as bases que vão se ligar.
Adenina se liga à timina,
se for guanina quem se junta é citosina.
Autoduplicação, mecanismo celular,
hereditariedade, transcrição em RNA.
Ácido nucléico...
E na transcrição DNA vai formando RNA,
a fita dupla vai se abrindo, nucleotídeos vão se parear.
Adenina se liga à uracila, se for guanina quem se junta é citosina.
Mas se no DNA a base for a timina, no RNA quem se junta é adenina.
RNA fita simples que vem do DNA (pela transcrição),
pentose agora é ribose e as fitas podem se ligar (pelas bases).
Adenina se liga à uracila, se for guanina quem se junta é citosina.
Processo importante veja só, nunca termina.
São três RNAs para formar a proteína.
Ácido nucléico...
RNA mensageiro é produzido pelo DNA,
chegando até o citoplasma a proteína já vai se formar,
o segundo é o transportador, leva aminoácidos ao polirribossomo,
O terceiro é conhecido por função estrutural, chamado ribossomo que faz tradução legal.
E pra encerrar não podemos nunca mais nos enganar.
As bases conhecidas como púricas já podem se apresentar: adenina e guanina elas são.
E as pirimídicas não tem mais erro não, timina, citosina, uracila já serão.
Então já vou cantando e guardando essa canção.
Ácido nucléico...
E aí moçada! Nós vimos os ácidos nucléicos hein! O DNA e o RNA.
Vimos também a importância deles. Fique ligado então. Assim como nos amigos nucleotídeos.
Falou?